The forgotten Light of day, waiting for me outside of this cave

A Verdade no Evangelho está oculta | The Truth in the Gospel is hidden

Atualizado: Nov 16

Motivos de perseverança. (Mt 10, 26-33)


“Não os temais, pois; porque nada há encoberto que não venha a revelar-se, nem nada oculto que não venha a tornar-se notório. O que vos digo às escuras anunciai-o às claras; e o que se vos segreda ao ouvido publicai-o do alto das casas. Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei aquele que pode lançar à perdição do inferno tanto a alma como o corpo. Não se compram, porventura, dois pardais por cinco centavos? E, no entanto, nenhum deles cai em terra sem a vontade de vosso Pai. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois, porque maior valor tendes vós do que numerosos pardais. Quem me confessar diante dos homens também eu o confessarei diante de meu Pai Celeste. Mas quem me negar diante dos homens também eu o negarei diante de meu Pai Celeste.” (Confira Mc 8, 34; Lc 12, 2.)


Huberto Rohden . A Mensagem Viva do Cristo (O Novo Testamento): Texto do Evangelho de Jesus Cristo, Segundo Mateus, Marcos, Lucas e João, Traduzido do Original Grego do Primeiro Século e Comentado por Huberto Rohden, Versão de Ebook, página 30.

A Verdade no evangelho está oculta

O Grande Mestre falava ao público através de parábolas, com linguagem alegórica.

E por um bom motivo:


Muito se pode dizer a poucos.

Pouco se pode dizer a muitos.

Muito nunca se pode dizer a muitos.


Nestas páginas, vamos dizer muito – muito em qualidade, embora pouco em quantidade – e este muito que vamos dizer só pode ser dito a poucos. Muitos talvez o leiam, mas poucos o poderão assimilar. Mas, se esses poucos estabelecerem uma “reação em cadeia”, poderá acontecer, um dia, um benéfico incêndio mundial e levar a infeliz humanidade a regiões mais felizes.


Os sábios e os santos, quando vivos, são geralmente perseguidos; depois de mortos, são, não raro, admirados e canonizados. É que eles, em vida, haviam avançado séculos e milênios de evolução – e isto destruía a cômoda segurança dos muitos, que escoravam a sua pseudo-segurança em elementos de massa e tradição.


A mensagem do Cristo, lançada há quase dois mil anos, era tão inaudita novidade que a sinagoga de Israel, amiga das coisas velhas, viu no Cristo o pior inimigo de Deus e da religião, e não descansou enquanto não viu o seu inimigo número um expirar na cruz.


E ainda em nossos dias, quase em vésperas do segundo milênio da “redenção”, a mensagem do Cristo é tão escandalosamente nova que as nossas chamadas Igrejas cristãs acharam mais seguro regressar às ideologias tradicionais da velha sinagoga decadente de Israel. No princípio do quarto século, sob a égide de Constantino Magno, fez a Igreja cristã (não todos os cristãos!) essa grande reviravolta, do Evangelho do Cristo para a Torá de Moisés. Hoje, o âmago do cristianismo eclesiástico é tipicamente judaico – haja vista a idéia do pecado original, do Deus ausente, da redenção de fora, do céu e do inferno como lugares definitivos, etc.


Por mais estranho que pareça, Israel, com seu número de habitantes de apenas 10 milhões, está dominando o mundo em três setores: na religião, na ciência e nas finanças.


O cristianismo eclesiástico, com quase um bilhão de adeptos, o islamismo muçulmano, com cerca de 300 milhões, e o próprio judaísmo – todo o Ocidente civilizado e o Oriente Médio pensam ainda pelo cérebro de Abraão, Isaac, Jacó e Moisés...


Alfred Rosenberg, o evangelista do nazismo, tentou provar, no seu livro Der Mythus des zwanzigsten Jahrhunderts (O mito do século XX), que Jesus não era judeu. Embora talvez não o tenha provado historicamente, o certo é que tinha razão no plano ideológico, porque a mensagem do Cristo é visceralmente anti-judaica – ao passo que o caráter das nossas teologias “cristãs” é quase totalmente judaico.


Entretanto, em todos os países do mundo, nesses últimos decênios, está se manifestando um crescente “retorno ao Cristo do Evangelho”; isto é, um salto de quase dezessete séculos, a fim de reatar o fio da autêntica e integral mensagem crística lá onde esse fio foi roto, em princípios do quarto século. Os movimentos, New Thought, Self-Realization, New Outlook, Neugeist, Seicho No-Ie e, entre nós, Alvorada – que são eles senão uma sincera e honesta tentativa de ressuscitar o Cristo do Evangelho e o cristianismo das catacumbas?


A mais numerosa e conhecida das Igrejas cristãs no Brasil é tipicamente agostiniano-tomista, ou seja, ritualista-escolástica. Outro setor da Igreja cristã, embora se diga evangélico, é sobretudo bíblico-paulino, baseado nas epístolas de Paulo e na reforma de Lutero. Não tiveram a coragem de voltar até o Evangelho do Cristo, à experiência crística sem teologia humana. Estagnaram em teologias humanas.


Os movimentos acima mencionados, e outros, tentam dar o grande salto por cima das teologias paulina, agostiniana, tomista, luterana e outras, e redescobrir o próprio Cristo.


O grande pensador hindu Radhakrishnan, vice-presidente da Índia no tempo de Nehru, diz acertadamente, no seu livro Religiões orientais e filosofia ocidental, que o cristianismo do Cristo é essencialmente uma experiência mística individual, que se manifesta em vivência ética social.


O maior triunfo do “príncipe deste mundo” é, sem dúvida, o fato de ter conseguido hastear a bandeira do Cristo sobre o quartel-general do Anticristo. Albert Schweitzer, parafraseando este pensamento, afirma que os cristãos do Ocidente inventaram um soro com que vacinam os homens, e quem é devidamente vacinado com o soro da nossa teologia cristã está imunizado contra o espírito do Cristo.


Mahatma Gandhi afina pelo mesmo diapasão quando responde aos missionários cristãos que o queriam converter: “Aceito o Cristo e seu Evangelho, não aceito o vosso cristianismo”.


Em face disto, um escritor contemporâneo constatou esta verdade estupenda: “O melhor cristão do século XX é um pagão” (Gandhi).


Esperamos que este Catecismo da filosofia possa servir de seta orientadora à beira da estrada, nessa grande encruzilhada mental-espiritual em que se acha a humanidade da Era Atômica e Cosmonáutica.


A seta só cumpre a sua missão quando, depois de contemplada, é abandonada; se o viandante se agarrasse à seta indicadora e não seguisse avante, rumo à ponta orientadora, deixaria de cumprir a silenciosa intenção da mesma.


Olha, pois, leitor amigo, na direção apontada por este livrinho – e depois passa além, seguindo viagem, rumo ao teu grande destino em demanda do Infinito, onde não há luz-vermelha de “trânsito impedido”, mas somente a luz-verde de um progresso sem fim...


Se necessitares de ulterior esclarecimento, lança mão de algum dos meus livros mais completos, ou de outros recursos, consoante a sugestão do divino Mestre:


“O mestre nas coisas do reino de Deus tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”...


Huberto Rohden . Catecismo da Filosofia: Verdades básicas sobre Deus, o Homem e o Universo, para todos os amigos da Verdade na Era Atômica e Cosmonáutica . Versão de Ebook, páginas 4 a 6.


Espírito farisaico. (Mt 23, 1-12)

Então disse Jesus ao povo e aos discípulos: “Sobre a cátedra de Moisés estão sentados escribas e fariseus. Fazei e guardai tudo que vos disseram; porém, não imiteis as suas obras, porque falam, mas não o executam. Armam fardos pesados e insuportáveis e os põem aos ombros da gente, ao passo que eles mesmos nem com um dedo os querem tocar. Tudo que fazem é para serem vistos da gente; por isso é que usam filactérios bem largos e borlas volumosas; gostam de ocupar lugar de honra nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas; fazem questão de ser cumprimentados nas praças e chamados ‘mestres’ pelos homens.

Vós, porém, não queirais ser chamados mestres; porque um só é o vosso mestre, e todos vós sois irmãos. Nem queirais chamar pai a algum dentre vós sobre a terra; porque um só é o vosso pai: o Pai Celeste. Nem tampouco vos intituleis guias; porque um só é o vosso guia: Cristo. Quem for o maior dentre vós seja vosso servo. Pois quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”. (Confira Mc 12, 38; Lc 20, 45; 11, 37.)


Catecismo da Filosofia e outros Opúsculos; Huberto Rohden
Catecismo da Filosofia e outros Opúsculos; Huberto Rohden

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