The forgotten Light of day, waiting for me outside of this cave

Espelho do tempo na cova escura; a maldição sem solução

Atualizado: Nov 5

Mirror of time in the dark den; the search with no solution


(...)

Vê que agora Razão minha já se perde

Sozinho no escuro já não sei o que fazer

Mas eis que me recolho

E tiro Força do infortúnio

E o que antes não via agora posso ver


Vê que Deus mesmo me chama mentiroso

Mas mentira melhor não há

Do que aquela que engana o demônio


Vê que nesta cova escura já errar não posso

Cada palavra mal falada

Cada frase mal escrita

E já me enchem de embaraço


Se até de ladrão me chamam

Por aceitar esmola

Então já não sei o que faço


Se aceito ou se recuso

O jeito é aprender a ser livre

Onde ser livre não posso


A noite passada belas ninfas ouvi

Também senti sua beleza

O que cantavam eu aprendi

A rimar versos sem cuidado


Mas a Razão já se alevanta

Pois adorar-lhes já não posso

Vejo a maldição que carregam


Pois se sua beleza

Aos ouvidos me encanta

Já o grito não suporto


Daqui da cova escura

Sou ensinado

A conservar toda riqueza

Não o ouro

Mas a virtude

A sanidade


E eis que o ladrão

Já me rouba o entendimento

E antes o que parecia tão certo

Agora duvido

Agora detesto (...)


(...)

[1997-1999] - “Bata, e Ele irá abrir a porta”

E de tanto infeliz

Clamou a Deus e bateu à porta

E Este lhe atendeu e lhe abrigou

Deu de tudo o que do mundo não podia


E do ser que já não vivia

Surgiu nova esperança

Nova alegria

Recompensados foram aqueles

Que nunca abandonaram o confiar


Pois quem crê que Deus é bom

Mesmo estando perdido

Nunca se perde


Viveu da nova vida tudo o que pôde

A cada dia

E durante estes dias

Tinha tudo o que queria


Todo o amor que lhe cabia

Toda a palavra que entendia


[1999-2001] - "O coração selvagem que ao mundo chama"

Mas um dia apareceu

O que no coração ainda havia


E de súbito o levou ao mundo

Buscar o que queria

E foi lá que encontrou

Quem aos olhos encantou


Mas a sua beleza

O seu coração não tocou

Pois nela já não via

Tanta beleza quanto vira

Quando ninguém já mais via


O que viu foi o poder que tinha

De encerrar os homens

E de lhes escravizar o coração


Mas no fundo o que havia

Era uma beleza vazia

Que de tão vazia

Encanta até quem não conhecia


Vê agora que este é o poder que tinha

Mas até agora não sabe

De onde lhe veio tanto poder


Quando coisa certa já parecia

Que coisa alguma

O coração lhe atingiria


Muito menos

Uma coisa assim


Sem razão

Sem aviso

Que nem conhecia


Tanto que nem ao menos percebeu

O que abatido lhe havia


Só agora, quando 20 anos já sumia,

Pôde em verdade ver; quem conhecia:


- Circe, rainha feiticeira:

Aquela que pela beleza,

que tanto encanta e intriga trás

até a grandes reis imortais -