The forgotten Light of day, waiting for me outside of this cave

Minha prima, desculpa!

Atualizado: Nov 7

Eu sou o filho do sol; Você é a filha da lua, prima do rei

Michelle, minha prima aí no seu castelo, esquecida

Tá bom, desculpa. Eu abusei da minha força com você. Esqueci que você é mulher e não tive paciência. Agora não sei se você vai conseguir me perdoar e esquecer aquelas duas vezes que eu escrevi no whatsapp aquela palavra que te traumatizou tanto - e já me traumatizou também; porque você já suportou de todo mundo - até da mãe e do pai -, mas de mim você não poderia nunca aceitar uma coisa dessa! Sim, eu traí a nossa ligação espiritual, quando eu testei o meu poder na sua fraqueza; e essa foi a pior covardia que eu cometi na vida. Mas eu queria ver o quanto você está dependente emocionalmente disso e esperava mesmo conseguir te libertar disso assim, naquele momento.

Eu entendi agora o quanto doeu para você o que eu fiz através do que eu estou cansado de receber e enfrentar de pessoas bem próximas: irmãos, pai… Que testam o seu poder na maior fraqueza do homem que não pode ter a sua liberdade: a sua arrogância; o seu orgulho. Então eu tenho que esquecer toda ofensa e provocação, todo atentado contra o meu orgulho, para manter a amizade, a confiança dos outros em mim.

Enquanto os seus próximos testam o poder deles na sua maior fraqueza: a sua carência afetiva; a sua dependência emocional; a sua natureza feminina, muito mais forte e presente em você do que em mim. Mas você está tão machucada, que pode acontecer o pior: pode desconfiar de todos, antes já de conhecer: o mesmo caminho que a sua mãe e outros por aí já estão tomando! E não se importam! Ou se importam? Ou sou eu que desconfio de todos os próximos? Será que os conheço mesmo? Será que a prima que eu conheci abandonaria você, Michelle? Será que você conhece a sua mãe? E o seu pai? Será que o seu pai abandonaria você, Michelle? Você deixou claro para mim que está com muito medo que isso aconteça, não é? Eu estaria aterrorizado na sua situação! E eu ainda abusei da sua confiança daquele jeito! Agora entendi porque você, mesmo depois de eu falar pelo telefone que eu queria fazer as pazes, me ignorou.

Mas a gente é diferente, não é? A gente sabe e vê que assim não pode ser, não é? Então, por favor, esquece o seu avô e a sua mãe e me desbloqueia do whatsapp ou me liga, ou como você quiser. Não queria essa inimizade; desculpa! Às vezes eu fico com sérias dúvidas e desconfio; de que lado você está? Depois que você sumiu, essa dúvida virou certeza: você não está do meu lado: até você é inimiga traidora! Mas aí, com todas as minhas forças eu consegui controlar a loucura! Sem remédio e sem ajuda de ninguém! Eu sei que o rei aí do seu castelo é quem manda, mas pede para ele não mandar o exército dele e que entenda que eu não sou o inimigo dele! Nem de você, Michelle, nem de ninguém aí! Eu liguei falando que queria fazer as pazes e nem assim vocês responderam! De que lado vocês estão?

Acho que já queria ter feito as pazes, mas precisa valorizar os seus sentimentos e coisas assim… fico imaginando o que poderia ser de bom, para não perder a confiança em vocês.

Estão com medo, como a minha mãe já ficou uma vez; porque eu tinha mudado tanto depois de uns poucos meses, que nem ela me reconhecia mais como eu sempre fui antes. E disse para mim, na época: “Eu estou com medo de você.” Já contei essa história aqui. Situação muito difícil para mim; mas agora vejo que é bem difícil para ela também. E deve ser para vocês também. O tipo de situação difícil que algumas pessoas usam para me culpar, onde não tenho culpa, e ninguém tem culpa! E ainda se exaltar, tanto dizendo que todo mundo passa por isso e que é fácil, quanto me culpar e acusar de egoísta, insensível e por “incapacidade de amar”, como ouvi dolorosamente do meu próprio pai, naquela época.

Às vezes tenho pensamentos terríveis sobre o que pode acontecer com as nossas famílias por causa disso.

Eu sei que eu, apesar de estar mais espiritualmente vivo do que nunca agora, vou perder tudo isso em breve; a minha vida espiritual vai morrer de novo. Para renascer maior, depois de muita tribulação, daqui a vários anos.

A última vez que isso aconteceu foi em 4 de dezembro de 2001. Nunca vou esquecer essa data. Foi quando eu dei o grito. Primeiro grito de morte.

Nossas famílias viviam praticamente isoladas. Nem fazia parte dos meus pensamentos a Michelle, nem o meu tio. Era só o computador e os jogos e a paixão por esses brinquedos. A minha família aqui girava em torno da família do meu irmão primogênito, que depois abandonou em 2003; depois do meu grito; da minha primeira morte espiritual de que me recordo.

Vocês não sabem o que eu enfrentei ao longo de toda a vida. Sou o que sempre confiou demais nos outros, apesar de tudo. Todos podem cometer o erro que quiserem; eu não posso errar nunca. Anteontem eu tive a impressão mental de um grito, um grito de morte, à noite. Logo depois de ir para a cama. Aí senti o medo e me virei de lado na cama. Pareceu, para mim, que alguém que me acompanhava se foi.

Na manhã do dia seguinte, fiquei com a lembrança do que disse a ex esposa do meu irmão secundogênito uma vez, quando a minha mãe estava doente no hospital, em 2001/2002. Disse que descobriram que, naquela época, havia um espírito de uma mulher que me acompanhava e que, quando se manifestou disse: “Ele é meu”. Naquela época, de dezembro de 2001 até 2009, apesar de estar sozinho, eu sentia uma presença e o conforto de um amor que não me deixava me sentir sozinho.

Não sei quem é que me acompanhava. Nem tenho certeza se era uma presença desse tipo. Ou apenas desse tipo (uma entidade espiritual). Depois daqueles 7 anos, aos poucos, foi se perdendo esse apoio que eu sentia.

Pensei se essa experiência estivesse sido ligada a essa entidade que a ex esposa do meu irmão secundogênito mencionou na época. Quis tirar a dúvida, mas com a pessoa errada: o meu irmão secundogênito. Não quis me ajudar porque “Do espiritismo e dos espíritas eu quero distância…”, ele escreveu no whatsapp. Depois também escreveu que se deve amar e respeitar os outros e a hipocrisia dele de sempre. Além de menosprezar o meu sofrimento para exaltar o ego dele, como sempre também. Aí pensei se a você ou alguém aí pudesse me ajudar com isso.

Agora é sério. Não tenham medo de mim, eu não sou malvado e não sou inimigo de ninguém. Mas faz alguma coisa, Michelle, ou alguém daí para acabar com essa hostilidade e esse isolamento. Porque eu não sei mais o que fazer para resolver isso por minha conta sozinho!


Desculpa, Michelle
Desculpa, Michelle


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