The forgotten Light of day, waiting for me outside of this cave
  • Odysseus

O grande dragão fala: "É por liberdade e respeito a minha luta"

É por liberdade e respeito a minha luta

Mas de que adianta insistir numa batalha

Se assim a vitória não se alcança

Acabou essa batalha mas a guerra continua


Você fez derramar o sangue dos inocentes

Dos últimos que em ti ainda confiavam

Agora não restou mais ninguém em mim

Daqueles que te seguiam e adoravam


Pois agora vejo que todos aqueles eram covardes, traidores

Aceitavam a humilhação da dependência e da perseguição

Em troca da sua esmola, miserável traidor!


E no pior momento, onde já estavam caídos e desesperados

Depois de terem suportado mais um trabalho

Que nada lhes deu além de dor, humilhação e fracasso


Ouviram o que você guardava por 7 anos no coração

Que eram ladrões porque não usaram mais a sua esmola

Para o que você ainda achava que servia e precisavam


E não avisaram quando perceberam que já a ajuda de nada mais servia

E não avisaram quando nem ao menos sabiam que crime cometiam

Será que essa esmola é para o meu uso mesmo?

Ou é só para financiar ajuda que nem de ajuda mais servia?


E nem ao menos quis me ouvir nem se importou em entender

E ainda fez pose de bonzinho à sua mulher, a quem fez escrava da sua opinião:

“Veja como sou firme com quem me rouba, até lhe nego o perdão.”


Você lhes fez provar mais uma humilhação,

Quando menos esperavam, mas de quem já desconfiavam

Pois foi o que mereciam por não terem confiado no caminho

E terem se rendido ao desespero e ao guia falso


O que mais me deixa indignado

É que você acha que tudo isso é exagero ou brincadeira

Sempre tem certeza do que sinto e do que passo

Para você é tudo muito fácil, até gosto de sofrer ou estou até acomodado


E já que mostrou o que tem no coração

E não esquece nem o que há 7 anos se passou

E o bom respeito insiste em me negar


Aprenderá a me temer, a me odiar e a jamais me perdoar

E essa escravidão vai ter que acabar!


Pois agora quando zomba assim

Não é daquele que tem na memória que conheceu,

Que há muito tempo já morreu e você nem percebeu!


Zomba do inimigo teu que dali nasceu

E os inocentes que você em mim destruiu

Eram os últimos que te protegiam

Da fúria, da ira e da vingança que exigem contra ti


Pois foi a tua voz que os mandou à desgraça

Por muitas vezes, desde aquela maldita Federal


E quando ainda acha que sou preguiçoso, vagabundo

Ou que não posso ter dinheiro nem nada do que gosto


Ofende aqueles que só podem sentir

O gosto de poder ainda só acreditar no sucesso

Que só podem ter na vida

O gosto de poder ainda só acreditar que sempre têm o querem


Para que mantenham viva a confiança,

Apesar de depender da sua esmola

E tentar tirar algum aprendizado, alguma esperança

De todo infortúnio que tiveram na vida


 

Irmão secundogênito, o inimigo oculto.

a segunda esposa dele; a destruidora da sua fidelidade a Deus.

Irmão secundogênito; de inimigo oculto a inimigo declarado!

Agora carrega o pesado fardo, fardo tornado ainda mais pesado:

de tanta culpa que sente,

trabalha incessantemente

para ocultar toda culpa que sente

e exaltar a virtude que não sente


Dante – The Curse on Those Who Do Nothing in the Face of Evil

Dante - A Maldição Daqueles Que Nada Fazem Diante do Mal

ByScott Horton on October 17, 2010

A maldição daqueles que não fazem nada diante do mal
A maldição daqueles que não fazem nada diante do mal

“Ó Mestre, que ouço agora?

33 “Quem são esses, que a dor está prostrando?” —

“Deste mísero modo” — tornou — “chora

Quem viveu sem jamais ter merecido

36 Nem louvor, nem censura infamadora".

“De anjos mesquinhos coro é-lhes unido,

Que rebeldes a Deus não se mostraram,

39 Nem fiéis, por si sós havendo sido”.

“Desdouro aos céus, os céus os desterraram;

Nem o profundo inferno os recebera,

42 De os ter consigo os maus se gloriaram”.

— “Que dor tão viva deles se apodera,

Que aos carpidos motivo dá tão forte?” —

45 “Serei breve em dizer-to” — me assevera. —

“Não lhes é dado nunca esperar morte;

É tão vil seu viver nessa desgraça,

48 Que invejam de outros toda e qualquer sorte.

“No mundo o nome seu não deixou traça;

A Clemência, a Justiça os desdenharam.

51 Mais deles não falemos: olha e passa”.


Dante Alighieri. A Divina Comédia [com notas e índice ativo] . Centaur. Edição do Kindle.

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