The forgotten Light of day, waiting for me outside of this cave

Traumas

O que acaba com a vida de qualquer um é esse desprezo, essa falta de diálogo. Naquela época eu vivia calado e por um bom motivo. Ninguém na minha família, irmãos e inclusive pai e mãe, veio sequer querer saber o que estava acontecendo comigo. Era o de sempre: eu não estava "agradando", então, sempre que podiam, reclamavam de eu "não falar". Era adolescente, estava sofrendo, dos 15 aos 18 anos, principalmente. Ficava ainda mais intimidado com esse tipo de atitude da própria família e tinha ainda mais medo de falar. A única coisa que a minha mãe disse sobre mim naquela época, foi que "estava com medo" de mim! E eu não tinha falado nada pra ela e não disse nada na hora. Tinha uns 19 anos. E não dizia nada nunca pra me defender dessa atitude deles. Se até calado, minha mãe tem medo de mim, então é melhor não dizer nada mesmo. Percebi na época.


Minha mãe nunca falou comigo sobre isso. Nunca houve diálogo aberto entre nós. Sobre dificuldades emocionais e coisas desse tipo. Na minha família isso sempre foi um tipo de tabu ou coisa assim.


Naquela época eu era outra pessoa. Eu mudei tanto depois dos 17 anos, que acho que foi por isso que a minha mãe disse que estava com medo. Não me reconhecia mais como eu era antes. Eu já mudei muito depois também. Principalmente agora, depois do problema no intestino que tive em março desse ano. Quase morri mesmo. Fiz a cirurgia em Jundiaí no meio dessa pandemia da covid. O meu irmão me levou lá no hospital. Deus salvou a minha vida.


O maior problema é o futuro. Não tenho nenhuma perspectiva de carreira profissional. Tenho, no máximo, 6 anos durante toda a minha vida, quando eu consegui trabalhar. Desisti de dois empregos por causa de depressão. Desisti de duas faculdades, porque não sei qual é a minha vocação. Tenho 41 anos e ainda dependo do dinheiro do meu pai e dos meus irmãos. Pensar nisso abala a minha esperança no futuro.


Eu já pensei em psicologia, mas não seria capaz de exercer a profissão porque não sei falar do mesmo jeito que sei escrever. E nem sei dar conselhos ou coisas assim. E não acho que a proposta da psicologia seja sensata.


Eu criei um blog há poucos dias, pra tentar me conhecer, escrever sobre os assuntos que eu tenho interesse e procurar encontrar a minha vocação.

O link é esse:


https://www.daniyeldanieldaniyal.com/


Fique à vontade pra comentar, se inscrever e indicar aos amigos.

Lá tem o link do meu perfil do Facebook, onde já postei mais ideias.


Eu pensei que poderia ajudar o trabalho que o CVV faz com o que eu escrevo e com a minha experiência pessoal


Me faria muito feliz mesmo se conseguisse fazer isso. Me sentiria útil e vivo.


Inspirar esperança a quem está sofrendo


Ou quem sabe se poderia trabalhar lá, depois que fizer a cirurgia para normalizar o intestino


Cada um entende o que está escrito como pode. Ou como quer. A porta perigosa já se abriu para mim há muitos anos e eu entrei. Mas não cedi. Agora é o mais difícil, sair. Superar de uma vez por todas.


Eu enviei um email para o CVV perguntando se eu poderia ajudar com o que escrevo no meu site e com a minha experiência, as pessoas que estão sofrendo. E expliquei no email que isso me ajudaria também porque eu poderia aprender muito com essas pessoas.

The Long Black Veil

Johnny Cash

Ten years ago, on a cold dark night

Someone was killed, 'neath the town hall light

There were few at the scene, but they all agreed

That the slayer who ran, looked a lot like me


The judge said son, what is your alibi

If you were somewhere else, then you won't have to die

I spoke not a word, thou it meant my life

For I'd been in the arms of my best friend's wife


She walks these hills in a long black veil

She visits my grave when the night winds wail

Nobody knows, nobody sees

Nobody knows but me


Oh, the scaffold is high and eternity's near

She stood in the crowd and shed not a tear

But late at night, when the north wind blows

In a long black veil, she cries ov're my bones


She walks these hills in a long black veil

She visits my grave when the night winds wail

Nobody knows, nobody sees

Nobody knows but me



O mal do(nosso) passado não pode ser mudado. Mas se não for superado, continua destruindo o(nosso) presente.
O mal do(nosso) passado não pode ser mudado. Mas se não for superado, continua destruindo o(nosso) presente.

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